quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

II Feira do Livro Indígena do Mato Grosso

O encontro com a diversidade cultural do país chega a sua segunda edição em 2011. É a Feira do Livro indígena de Mato Grosso, evento que reunirá em Cuiabá – MT, escritores, artistas e lideranças indígenas, livreiros, educadores, estudantes e a comunidade em geral. Uma realização do Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, a FLIMT, acontece no mês de novembro, fomentando o prazer pela leitura. Durante quatro dias, a cultura dos povos indígenas ganha a cena, nas suas mais diversas formas de manifestações, promovendo o prazer pela leitura e uma viagem ao Brasil indígena.

Palestras, exposições, contação de histórias, lançamentos, atividades culturais, oficinas e editoras.



23 a 26 de novembro de 2011



Palácio da Instrução Cuiabá – MT
Realização: Secretaria de Cultura do MT
Apoio: Instituto UKA-Casa dos Saberes Ancestrais
NEARIN - Núcleo de Escritores e Artistas Indígenas do INBRAPI
Informações: flimt@cultura.mt.gov.br

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

amargemdoxingu: vozes não consideradas



Co-produção hispano-brasileira independente, prêmio de Melhor Documentário segundo o Júri Popular do Festival de Paulínia 2011, é uma viagem de barco pelo rio Xingu. Seus moradores são os protagonistas, e têm voz ativa. O primeiro destino é uma comunidade ribeirinha onde surgem as primeiras incongruências sobre a obra de Belo Monte. Em Altamira evidencia-se a falta de transparência e desinformação. A terceira parada acontece na comunidade de agricultores, que serão também afetados pela usina. A primeira parte da viagem termina na Terra Indígena Arara de Volta Grande. Destaque dado à posição indígena, ilustrada com diversas imagens de arquivo na luta contra Belo Monte. A segunda parte começa com o comentário do Bispo Erwin: “todos os projetos da Amazônia são decididos fora da Amazônia”, e segue até Belém, Rio de Janeiro e Brasília. Sem censura, revelam-se os interesses econômicos e políticos em torno do projeto da hidrelétrica de Belo Monte e o papel do governo frente ao gigantesco impacto econômico e socioambiental implicados no projeto. Mais informações aqui.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Tem repercutido muito bem o último livro TEKOA, CONHECENDO UMA ALDEIA INDÍGENA, do escritor Guarani Olívio Jekupé, cujo recente lançamento aconteceu na FELIT, em São Bernardo. A obra tem sido mencionada como leitura recomendável em diversas mídias, tais como na revista Recreio (Abril), na Educar para Crescer (Abril), no infomativo do Instituto Internacional da Língua Portuguesa, na revista Carta Capital, na SINA, no portal do jornalista Luis Nassif, na Ciranda Brasil, entre outras publicações.
Jekupé, andarilho como é próprio dos Guarani, costuma participar de diversos projetos de difusão literária como, por exemplo, do O Escritor na Biblioteca, iniciativa realizada pela Secretaria Municipal de Cultura desde 1981, que promove encontro de autores com o público em diversas bibliotecas públicas da cidade.
A chuva e frio e o trânsito de cerca de duas horas, não foram obstáculos para os 28 banespianos que foram visitar recentemente a aldeia indígena Guarani Krukutu, localizada no distrito de Parelheiros. O passeio ocorreu no último dia 31 de agosto, promovido pelo Programa Afubesp Qualidade de Vida, para apresentar a cultura e os costumes tradicionais Guarani, cuja tradição resiste aqui mesmo na cidade de São Paulo.
Os visitantes tiveram a oportunidade de apreciar a loja de artesanato local, a escola CECI (onde aprendem-se a língua guarani e o português) e a opy, casa de reza tradicional utilizada para os rituais.
“Temos vários livros escritos em guarani e português para que todos possam conhecer nossa história e para que nossos descendentes não esqueçam nossas raízes”, afirma Olívio Jekupé. A aldeia funciona como uma comunidade, onde cada família trabalha seu artesanato tradicional para manter sua própria economia. “Quando ganhamos uma doação tudo é divido, mas cada família tem a responsabilidade de se manter”, ressalta o escritor e presidente da Associação Nhé ê Porã.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Duplo lançamento na FELIT em agosto








A Global Editora lançará estas duas Muiraquitãs na 1ª Feira Literária de São Bernardo do Campo, com a presença dos autores:

TEKOA, CONHECENDO UMA ALDEIA INDÍGENA,
de Olívio Jekupé e ilustrado por Mauricio Negro
Global Editora
Terça-feira, 09 de agosto
às 15h20, no Espaço FNLIJ Hans Christian Andersen









POR DENTRO DO ESCURO, de Arthur Shaker
Ilustrado por Cynthia Cruttenden
Global Editora
Domingo, 14 de agosto
Às 17h00, no Espaço FNLIJ de Leitura









Entre os dias 1º e 14 de agosto será realizada a 1ª Feira Literária de São Bernardo do Campo (FELIT), idealizada pela Secretaria Municipal de Educação em parceria com a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). Na programação, além de leituras de obras premiadas pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, a feira dedicará espaço à obra de Maria Clara Machado, seleção de obras de Monteiro Lobato e a apresentação de títulos de Hans Christian Andersen, lançamentos de livros, leituras de obras premiadas, encontros com autores e performance de ilustradores.

1ª Feira Literária de São Bernardo do Campo (FELIT)
Pavilhão Vera Cruz – São Bernardo do Campo SP
1º a 14 de agosto de 2011
Ingressos: R$ 2,00 - inteira | R$ 1,00 - meia-entrada (estudantes, idosos, professores).
Gratuito para funcionários públicos municipais de São Bernardo do Campo

sábado, 28 de maio de 2011

13º SEMINÁRIO FNLIJ: LITERATURA INDíGENA

Na 5ª feira, 16 de junho, acontecerá o VIII Encontro Nacional de Autores Indígenas: Literatura Indígena e Resistência. Diz-se que a literatura indígena está em franco crescimento, o que é possível constatar pelo número de títulos que são publicados a cada ano tendo como autores indígenas, de diferentes povos e regiões. Da parte dos autores há uma certeza: a literatura indígena é um instrumento de resistência como o maracá o é da cura, do equilíbrio e do sonho. Ambos instrumentos, são necessários para resgatar a memória ancestral e para lembrar que precisamos manter o céu suspenso. Ambos instrumentos são coletivos e servem para proteger o sono daqueles que lutaram para que chegássemos ao hoje e caminhássemos com passos fortes em direção ao último pôr-do-sol.

9h00 > Ritual e apresentação dos convidados
Mesa de Abertura
- Elizabeth Serra – FNLIJ
- Daniel Munduruku - Instituto UK’A
- Cristino Wapichana - NEArIn
- Patrícia Lacerda - Instituto C&A

10h00 > Contando histórias com a vida
- Mediador: Ailton Krenak
- Jacy Makuxi – Povo Makuxi - RR
- Marcos Terena – Povo Terena - MS
- Estevão Taukane – Povo Kura-Bakairi - MT
- Manoel Moura – Povo Tukano - AM

11h00 > Poéticas da resistência
- Mediador: Severiá Xavante – Povo Xavante - MT
- Ademario Ribeiro – Povo Payayá - PE
- Graça Graúna – Povo Potiguara - RN
- Eliane Potiguara – Potiguara - RJ
- Olívio Jekupé – Guarani - SP

12h30 > Almoço

14h00 > Sorteio da pontualidade (livros e arte indígenas)

14h00 > Lançamento de TEKOA, CONHECENDO UMA ALDEIA INDÍGENA, de Olívio Jekupé e ilustrações de Mauricio Negro

14h30 > O lugar da literatura indígena na academia: questões em aberto.
- Mediador: Graça Grauna
– A [re]construção da identidade indígena pela Literatura: Munduruku e o diálogo com a tradição - Luis Fernando Nascimento - Universidade de Taubaté- SP
- Poética da migração: uma leitura de Metade cara, metade máscara, de Eliane Potiguara
– Cassiane Ladeira - Universidade Federal de Juiz de Fora- MG
- Era uma vez... o poder da floresta e a sabedoria das águas num lugar não tão distante...- Alcione Pauli – Univille - SC
– Literatura afro-brasileira e indígena na escola: A mediação docente na construção do discurso e da subjetividade - Ana Maria Almeida – UNIFESO - RJ

16h00 > Sarau de poéticas indígenas com Marcelo Manhuari, Elias Yaguakã, Cristino Wapichana, Carlos Tiago, Graça Graúna e Eliane Potiguara... e quem mais desejar interagir

16h30 > Lançamento coletivo de livros indígenas

quarta-feira, 6 de abril de 2011

TEKOA: CONHECENDO UMA ALDEIA INDíGENA

Texto > Olívio Jekupé
Ilustrações> Mauricio Negro

Carlos tinha um grande sonho: conhecer uma cultura diferente da sua. Sua vontade era tanta que não foi difícil persuadir seu pai. No dia combinado, da cidade partiram rumo ao litoral de São Paulo. Seu plano era passar um mês de férias numa aldeia indígena Guarani. Esquecer por um certo tempo as coisas da cidade. Descobrir como se vive em plena Mata Atlântica. Para poder comparar depois as duas realidades. Foi assim que aprendeu que Tekoa, em guarani, não é apenas uma simples aldeia, mas um lugar sagrado onde os Guarani podem viver e agir conforme seus próprios costumes, leis, tradição e sabedoria.
Embalado pela prosa graciosa do escritor indígena Olívio Jekupé, o leitor acompanhará a experiência do menino Carlos pela Aldeia Tekoa. Assim como ele, também fiz um percurso semelhante. Do coração de São Paulo parti rumo a Aldeia Krukutu, onde vive Olívio e sua família. No caminho de volta me ocorreram algumas ideias para as ilustrações que depois finalizei. Ou seja, são comentários visuais que nasceram do exercício de afastamento e aproximação, que o seu texto nos propõe. Tão longe. Tão perto. Enxergar o outro é compreender a si mesmo. Olívio Jekupé oferece aos leitores de espírito aberto a sua delicada receita Guarani.


"Este livro vai ser de grande ajuda para todos. Não só porque é uma leitura simples e gostosa, mas porque vai mostrar a história de um Juruá kurumim, um garoto não-índio que sonha conhecer uma aldeia indígena. Ao conseguir, ficará um mês, e irá observar a cultura daquela comunidade. Essa experiência lhe trará muitos conhecimentos acerca de sua própria vida. Tanto o leitor comum, quanto os professores que desejam conhecer mais sobre o universo indígena, tem neste livro a oportunidade de mergulhar através das letras de Olívio e ilustrações de Mauricio Negro, profundamente, na cultura do Povo Guarani. Aliás, a maioria da população brasileira nunca foi a uma aldeia indígena. Por isso que o livro que escrevi é importante, pois leva uma autêntica Tekoa Guarani até o leitor. Aproximando dois universos que interagem no mesmo contexto existencial."

OLÍVIO JEKUPÉ - escritor e poeta
ALDEIA KRUKUTU
oliviojekupe@yahoo.com.br

terça-feira, 5 de abril de 2011

POR DENTRO DO ESCURO

Wahuré não é meu nome de nascença. Um velho Xavante me chamou assim. Quer saber o motivo e o que significa? Então, abra este Livro da capa de esmeralda. Por dentro vai encontrar história e o saber do antigo povo Xavante. No mundo todo há povos indígenas. No Brasil existem vários. Um diferente do outro. Do povo Xavante me aproximei com amizade. Uma porta luminosa se abriu. Uma luz que antes não existia. Tive primeiro que me aventurar por dentro do escuro. Que tal me acompanhar pelo cerrado de Mato Grosso? Não tenha medo. Os Xavante têm belas histórias sobre a origem da luz, no tempo em que só havia escuridão. Será uma aventura mágica e fascinante, como você nunca viu.

Diz assim o texto de quarta capa deste livro, cuja história foi baseada nas narrativas dos velhos da Adeia Etenhiritipá (que compõem a obra Os Senhores da Criação do Mundo Xavante - Rómraréhã Rówasu'u, reunidas por Arthur Shaker e vertidas por Paulo Supretaprã), onde o autor conviveu por muitos anos, em diferentes períodos. As belas ilustrações deste POR DENTRO DO ESCURO são monotipias de Cynthia Cruttenden. Breve lançamento da Global Editora, ainda em produção.

Os Xavante se chamam pelo nome A’uwe Uptabi, que significa povo verdadeiro. O nome Xavante lhes foi dado por não-índios, talvez para diferenciá-los de outros povos indígenas do centro-oeste brasileiro. Bastante numerosos, vivem hoje em mais de 180 aldeias, localizadas em sete áreas chamadas de Terras Indígenas: Terra Indígena Rio das Mortes, Areões, São Marcos, Parabubure, Sangradouro, Marechal Rondon e Marãiwasede. Todas ficam no cerrado do Estado do Mato Grosso, no centro-oeste do Brasil.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

8° Concurso Tamoios para Escritores Indígenas

FUNDAÇÃO NACIONAL DO LIVRO INFANTIL E JUVENIL
Seção Brasileira do IBBY
INBRAPI - Instituto Indígena Brasileiro para Propriedade Intelectual
Nosso Saber é a Nossa Marca

A Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil - FNLIJ, seção brasileira do International Board on Books for Young People - IBBY, com o propósito de incentivar a produção literária para crianças e jovens e a leitura, tem promovido concursos de textos para professores e escritores. Agora, em 2010-2011, como uma ação de fortalecimento da nova década dos povos indígenas (2005- 2015) proclamada pela UNESCO, em parceria com o INBRAPI - Instituto Indígena Brasileiro para Propriedade Intelectual, por meio do Núcleo de Escritores e Artistas Indígenas NEArIn, a FNLIJ promove o 8º CONCURSO TAMOIOS DE TEXTOS DE ESCRITORES INDÍGENAS.

TAMOIO significa filho, ou nativo, da terra. Assim se autodenominaram os indígenas confederados no séc. XVI para fazer frente à expansão portuguesa. Em homenagem à resistência desses antepassados e à nova confederação dos Filhos da Terra, que hoje usam a escrita como arma, os organizadores elegeram este nome para intitular o presente concurso.

REGULAMENTO

Inscrição
- Poderão participar indígenas adultos brasileiros residentes no Brasil, que tiverem sua filiação indígena apresentada;
- O texto inscrito deve ser fruto de uma produção literária para o público de crianças e/ou jovens, podendo ser de autoria coletiva;
- O texto deve ser inédito;
- O texto deve vir apresentado em português, em forma narrativa ou poética;
- Cada texto deve ser apresentado impresso em 3 cópias, em papel A4, fonte arial 12, espaçamento 1,5, tendo o máximo de 40 laudas, com título e o pseudônimo do autor;
- Separadamente, em um envelope fechado, o participante deve informar seus dados pessoais (nome completo, povo indígena a que pertence, endereço/ cep, telefone, email, cidade e estado) e uma biografia de 5 linhas com sua trajetória de vida. Caso seja um texto coletivo, deve ser informada a biografia do grupo;
- Os trabalhos deverão ser enviados até 30 de abril de 2011 para a sede da FNLIJ: Rua da Imprensa, 16 sala 1215, CEP 20030-120 Rio de Janeiro RJ;
- Após o concurso, os trabalhos não serão devolvidos;
- Maiores informações na FNLIJ pelo telefone: (21) 2262 9130 e pelo e-mail: fnlij@fnlij.org.br ou no INBRAPI pelo telefone: (61) 3033 7019 e pelo e-mail: inbrapi@inbrapi.org.br.

Julgamento
- A comissão julgadora será composta por especialistas indicados pela FNLIJ e pelo INBRAPI, através do Núcleo de Escritores e Artistas Indígenas NEArIn;
- Caberá à comissão julgadora selecionar ou não mais de um vencedor.

Divulgação dos resultados
Os resultados serão comunicados diretamente ao(s) vencedor(es) pela FNLIJ e divulgados no Notícias e no site da FNLIJ.

Premiação
- Um acervo de livros de literatura infantil e juvenil será doado pela FNLIJ;
- A entrega de prêmios será feita durante o evento 13º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens, no Rio de Janeiro, de 8 a 19 de junho de 2011;
- O texto premiado será publicado no jornal Notícias da FNLIJ.